“Mas se eu parar de te procurar, aí é a sua vez de me entender.
“Então, admitiu o medo. E admitindo o medo permitia-se uma grande liberdade: sim, podia fazer qualquer coisa
— C.F.A
“Pois se sempre fora tão objetivo. Suportava apenas as superfícies onde o ar era plenamente respirável, e principalmente onde os sentidos todos sentiam apenas o que era corriqueiro e normal sentir. Subitamente pensava e sentia e dizia coisas que nunca tinham sido suas.
— C.F.A
“Eu te amo… Mas também me canso.
“E se é verdade que não chegamos a ter amor um pelo outro, é verdade também que não chegamos a ter ódio. Acredito mesmo que tivéssemos descoberto a forma ideal de convivência e comunicação.
— C.F.A.
“É apenas um aviso que eu deixo bem simples: Vem, que eu te cuido.
“Não sou de mostrar minha vida e minhas coisas. Gosto de guardar quem eu amo em um cantinho de mim.
“Ver o nome da pessoa no celular e sentir um choque gelado que vai da planta do pé até a ponta mais dupla do cabelo.
“É bom poder contar com coisas simples. Uma delas é ter pra quem contar como foi o dia. Pedir um palpite num projeto importante. Pedir um abraço quando o mundo está chato. Encostar a cabeça no ombro e não dizer nada, apenas ouvir o som do vento lá fora. Rir de besteira. Ficar de mãos entrelaçadas assistindo televisão. Encostar o pé no pé do outro, na cama, vendo “House”. Ganhar café da manhã na cama. Aprender a rir das pequenas discussões que acontecem em qualquer relacionamento. Entender que a gente não deve guardar mágoa, pois toda mágoa vira um rancor chato colado no peito.